O prazo para se inscrever como observador da Sétima Reunião da Plenária da Plataforma Intergovernamental sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (IPBES), da ONU, está se aproximando. A Plenária ocorrerá de 29 de abril a 5 de maio em Paris. Se você e sua organização estiverem interessados ​​em participar da IPBES-7, é preciso se registrar até 11 de janeiro de 2019 no site do IPBES:

https://www.ipbes.net/participants-information-ipbes7

Esta é uma grande oportunidade de se engajar na agenda internacional sobre biodiversidade e serviços ecossistêmicos. Este ano, a principal pauta da IPBES é a aprovação do Diagnóstico Global. Trata-se da avaliação global mais completa desde 2005 e envolveu mais de 150 especialistas durante três anos.

As organizações já aceitas como observadoras não precisam se candidatar novamente para o status de observador. Os nomes das organizações credenciadas estão disponíveis no formulário de inscrição. Os delegados de organizações credenciadas precisam se registrar individualmente e enviar uma carta de indicação oficial de sua organização.

As organizações que ainda não foram credenciadas para acompanhar o evento podem fazê-lo no momento da inscrição. O procedimento é muito simples. O secretariado da IPBES analisa as informações e credencia as entidades que atuam de maneira abrangente na temática de biodiversidade e serviços ecossistêmicos.

As organizações credenciadas como observadores podem acompanhar presencialmente as discussões da plenária da IPBES, entretanto não têm direito à voz. Sua interlocução é feita por meio de negociações com outras entidades que podem se pronunciar. Como é o caso dos Estados Membros, com direito à voz e poder de veto, ou por meio de entidades com direito à voz, tais como a rede de stakehokders ONet, UICN, Future Earth, CBD, como tantas outras.

As organizações da sociedade civil envolvidas com a temática da IPBES estão organizadas na chamada Open-Ended Network of IPBES Stakeholders (ONet). Participam cerca de 100 integrantes entre universidades, ONGs, instituições intermediárias do mundo todo. Os representantes da população indígena e comunidades tradicionais têm um fórum próprio, mas são próximos à ONet.

A rede ONet desenvolveu o guia “ONet_Guide to IPBES plenary meetings for new obervers – IPBES-7 edition_2018″ explicando as etapas para se tornar uma organização observadora credenciada para a plenária e fornece dicas de como se preparar para negociações. O guia também explica como decisões são feitas nas reuniões plenárias.

Embora o Brasil seja um dos países com mais especialistas atuando na elaboração dos diagnósticos da IPBES, sua participação nos espaços dedicados para a sociedade civil ainda é desproporcional. Nos últimos o país participou com uma ou duas instituições, dentre as quais a BPBES.

 

Stakeholders Day: um dia para a sociedade civil se organizar

Stakeholder Day em Bonn (Alemanha) antes da IPBES-5.

O Stakeholders Day ocorre no dia que antecede a abertura da Plenária da IPBES. Este ano este evento está agendado para o dia 28 de abril, na UNESCO. A agenda estará disponível em algumas semanas em: www.ipbes.net/stakeholder-events

Diferentemente das plenárias da IPBES, a participação no Stakeholder Day não se restringe aos Estados membros da IPBES nem aos observadores credenciados. Está aberta a todos os interessados. Todavia, o registro formal é necessário organizar o local e garantir a segurança.

Faça sua inscrição aqui:

www.ipbes.net/event/ipbes7-stakeholder-day

A inscrição é gratuita. Transporte, alimentação e acomodação não estão incluídos.

A IPBES é um órgão intergovernamental independente vinculado à ONU e criado em 2012. É composto por 132 governos membros e visa fornecer, aos formuladores de políticas, diagnósticos sobre o estado do conhecimento sobre a biodiversidade, os ecossistemas e as contribuições da natureza para as pessoas. Também é chamado de “IPCC da biodiversidade”.

 

2019-01-09T15:16:05+00:00

Sobre o Autor:

Bióloga, doutora em Política Científica e Tecnológica (Unicamp), atua na área de planejamento e avaliação de CT&I, com ênfase em gestão de programas de pesquisa em biodiversidade. Estuda Jornalismo Científico e acredita que a informação e o diálogo (+ uma pitada de esperança) são o caminho das melhores escolhas.