Acontece entre hoje (03/07/2017) e amanhã em Cartagena, Colômbia, a Reunião da IPBES para a apresentação dos principais achados do Diagnóstico Regional das Américas e pensar em como comunicar da melhor forma as mensagens-chave do documento. Na ocasião, elaboradores de política, autores e membros do IPBES aproveitam para aprimorar o diálogo entre as partes.

Os Pontos Focais da Região Américas (América do Norte, América Central, América do Sul e Caribe) juntamente com o Comitê de Gerenciamento do Diagnóstico Regional de Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (Membros do Bureau da Região, Multidisciplinary Expert Panel da Região, Co-Chairs do Diagnóstico e Autores Principais de cada capítulo) iniciam o debate sobre como ampliar a aderência dos achados do Diagnóstico com os respectivos governos.

Os Pontos Focais são os representantes das instituições nacionais que oficialmente representam o governo do país nas reuniões plenárias do IPBES, ou de Convenções. No caso do Brasil o Ponto Focal é o Departamento de Meio Ambiente (DEMA) do Itamaraty, atualmente chefiado pelo diplomata Marcelo Bohlke.

O foco principal da reunião é o Summary for Police Makers, um resumo executivo que sumariza os principais achados de cada capítulo. É um documento de suma importância para os objetivos da IPBES, pois tem o potencial de amplificar os resultados dos Diagnósticos. Por esta razão, deve ser cuidadosamente elaborado para que tenha o alcance esperado. O Summary for Policy Maker será discutido na Sexta Plenária da IPBES (março de 2018, na Colômbia). Os Co-Chairs e Autores Principais de cada capítulo participam para de elucidar dúvidas das mensagens-chave de cada capítulo e para entender quais são as mudanças necessária de linguagem para que estas mensagens fiquem claras e objetivas para os respectivos governos. Ou seja, o foco neste momento é mais a forma do que o conteúdo.

Para tanto, o IPBES buscou aproximar os dois públicos. Para os Pontos focais, apresentou-se os propósitos e o processo de construção do Diagnóstico Regional das Américas. Outro ponto que será discutido é como garantir a efetiva utilização das informações do Diagnóstico pelos governos após o debate e aprovação do documento em março de 2018, na Sexta Plenária. No caso dos especialistas que redigiram o Diagnóstico Regional espera-se que eles possam ter um maior contato com o Pontos Focais e compreender como os governos vêem o Diagnóstico. Desta forma, caminha-se para uma discussão mais amadurecida na ocasião da sexta Plenária.

O Brasil participa do Comitê de Gerenciamento do Diagnóstico Regional de Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos com Prof. Carlos Joly (UNICAMP, membro do MEP); Cristiana Seixas (UNICAMP, Co-coordenadora do Diagnóstico Regional); Mercedes Bustamante (UNB, Co-coordenadora de Capítulo) e Juliana Farinaci (INPE, autora de Capítulo e participante do programa IPBES para cientista em início de carreira).

 

Da esquerda para a Direita: Diego Pacheco (IPBES Bureau/Bolívia), Mauricio Bedoya-Gaitan (IPBES Secretariado, TSU Américas); Cristiana Seixas (Co-Cordenadora do Diagnóstico Regional das Américas), Carlos Joly (Multidisciplinary Expert Panel/Brasil), na reunião de autores e representantes do governo para discutir o resumo executivo do Diagnóstico Regional das Américas.

Foto: Juliana Farinaci.
Por Paula Drummond de Castro
boletim@bpbes.net.br

2017-09-18T19:36:29+00:00

Sobre o Autor:

Bióloga, doutora em Política Científica e Tecnológica (Unicamp), atua na área de planejamento e avaliação de CT&I, com ênfase em gestão de programas de pesquisa em biodiversidade. Estuda Jornalismo Científico e acredita que a informação e o diálogo (+ uma pitada de esperança) são o caminho das melhores escolhas.