A região da América Latina e Caribe abriga sete dos 17 países mais biodiversos do mundo garantindo benefícios e prestando serviços ecossistêmicos essenciais para as pessoas, como segurança alimentar, regulação do clima, produção de água e cultura. Mundialmente, estima-se a perda de US$ 4 a US$ 20 trilhões por ano de serviços ecossistêmicos devido à perda de florestas e vegetação nativa para a exploração de atividades econômicas, esvaindo-se uma grande oportunidade de desenvolvimento em bases sustentáveis. Nessa região, que congrega 10 dos 15 países mais desiguais do mundo, 57 milhões de pessoas foram afetadas por desastres naturais entre 2005 e 2012. Essas abordagens serão intensamente discutidas por acadêmicos, governo, empresas e sociedade civil durante a 2ª Conferência Regional América Latina & Caribe da Ecosystem Services Partnership/ESP, entre 22 e 26 de outubro.

Com o apoio da Plataforma Brasileira de Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos/BPBES, a segunda edição do encontro reunirá mais de 160 participantes de 15 países da América, Europa, África e Oceania. Sob o tema Mudanças Globais, Serviços Ecossistêmicos e Acordos Ambientais Multilaterais, os participantes discutirão o que as sociedades latino-americanas e caribenhas estão fazendo (ou deveriam fazer) para cumprir quatro principais acordos multilaterais: Convenção da Diversidade Biológica (Metas de Aichi); Convenção de Mudanças Climáticas (Acordo de Paris); Protocolo de Sendai para Redução de Riscos de Desastres Naturais e os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável.

 

Data: 22 a 26 de outubro de 2018 (abertura 23/10, às 10h)

Local:

Centro de Convenções – Universidade Estadual de Campinas

Avenida Érico Veríssimo, 500 – Cidade Universitária “Zeferino Vaz”

Barão Geraldo – Campinas/SP

 

Programação detalhada https://www.espconference.org/latinamerica2018/part_program#.W8h6B2hKjIU

2018-10-21T17:06:25+00:00

Sobre o Autor:

Bióloga, doutora em Política Científica e Tecnológica (Unicamp), atua na área de planejamento e avaliação de CT&I, com ênfase em gestão de programas de pesquisa em biodiversidade. Estuda Jornalismo Científico e acredita que a informação e o diálogo (+ uma pitada de esperança) são o caminho das melhores escolhas.